5/27/2013


Ó Portugal terás saídas?

Já lá vão mais de 2 anos de governo, de uma verdadeira AD com a proteção de um Presidente Social Democrático e uma maioria parlamentar. Também passou algum tempo desde o início da crise financeira de 2008 nos EUA mas que muito devido ao excessivo endividamento dos países do sul do EURO rapidamente se alastrou á Europa. Hoje não posso deixar de reconhecer mérito ao trabalho de Passos Coelho e das suas escolhas governamentais para gerir as pastas das finanças, economia, saúde e mesmo educação, onde desde o princípio saberíamos que ou por vias de cortes fundamentais ou derivado ao relevo e impacto no OE teriam um árduo trabalho e influência. Mas também muito correu mal, onde o jogo de interesses de alguns pilares do PSD ou mesmo as pragmáticas opções de intervenção de Paulo Porta, trouxe em mais de uma vez dificuldades a um trabalho que só por si seria e é difícil.
O PS deixou o país de rastos é verdade, principalmente pelas opções politicas adotadas, mas também porque erradamente seguiram indicações de contraciclo instruídas pela União Europeia em 2008, recordo que grande parte do défice e divida pública surgiu nos últimos 2 anos de governo, e apesar de responsabilidades partidárias a UE não soube de modo algum gerir este processo na adoção de uma politica comum que permitisse uma estagnação pragmática do arrastamento da crise iniciada ali bem ao lado nos EUA. Mas sabemos e teremos que compreender que o PS é e será sempre uma das soluções do problema e não só sinônimo de erros e despesismo. Hoje não vejo realmente uma politica social virada para os mais pobres, nem um ajustamento rápido entre regimes sociais que beneficiam alguns em prol de outros, mas que sem qualquer dúvida seriam base sustentável para uma redistribuição mais igualitária dos rendimentos e recursos disponíveis na economia e que o PSD/CDS não tem tido capacidade de por em prática. A solução terá sempre que passar pelo PS no acerto e atualização de diplomas e matérias como a Constituição, planos sobre pilares de base do Orçamento de Estado de períodos superiores a 1 ano, que permitiriam seguramente um maior chamamento do investimento privado e estrangeiro que não só são sinônimo.
Portugal continua a ser um partido de pouca inovação, mas principalmente de pouco entendimento politico. Hoje sei que em 2015 o PS será sem qualquer dúvida governo, não só pela insatisfação do povo, mas porque o PSD agora como sempre nunca soube utilizar as suas mais valias intelectuais de forma honesta e fiel, sendo sinónimo disso a inexistência de apoios ao ministro das finanças e economia, que tem tido dentro do PPD-PSD um dos maiores críticos. Até Ferreira Leite, mulher que avisara sobre esta situação, opta hoje por criticar apenas ilustrando as opções erradas apesar de irem ao encontro dos pilares que defendia. Não vejo ainda assim, em todos os anos de governos socialistas, uma tão grande vontade do partido do poder em colocar no governo novamente os adversários. 

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