9/19/2011


Os buracos orçamentais sucedem-se e o custo para o contribuinte aumenta.

Todos nós já nos apercebemos que independentemente do tamanho do buraco orçamental o Governo vai garantir que ficamos dentro das metas definidas com o FMI e UE. Também todos já nos apercebemos que os cortes apesar de muito desejados, não só não são possíveis em curto espaço, como politicamente são muito complicados, o que levará a grandes incrementos na rubrica das receitas, não só para conseguirem tapar buracos como os do Arquipélago da Madeira, como das empresas publico-privadas que tinhas as suas dívidas fora do orçamento geral do estado.

Os Portugueses podem contar com aumentos na Luz, no imposto sobre os combustíveis, no IVA, no IRS, em tudo aquilo em que o estado já tarifa, os montantes irão significativamente aumentar. Os Portugueses por sua vez, irão defender-se da melhor forma que podem, com compras em Espanha, com Fuga ao imposto seja ele ao nível do IVA ou de outros custos largamente injustos. Essa atitude levará a que a máquina do Estado consiga receber menos do que era previsto.

A situação não só é complicada como difícil de digerir, pois quando o povo tem fome muitas vezes o povo torna-se irracional.

Durante anos para conseguirmos incrementar a divida publica, criamos mecanismos que nos permitiram colocar de fora do Orçamento de Estado e logo enganar as entidades estrangeiras quanto ao vínculo dessa divida ao Estado Português. As empresas Publico-Privadas tinham um regime jurídico que em alguns casos lhes permitia ficar de fora das contas anuais de divida do Estado Português, quase o mesmo que a Madeira e os Açores, que tem poder para junto da Banca se endividar sem a necessidade de prévia aprovação das Fianças. Como poderá ser controlável este tipo de situações quando que está por detrás das políticas orçamentais são políticos que sabem que o seu período de governo é de no máximo 8 anos e tem que garantir uma futura reforma que lhes permita assegurar durante os seguintes 30 anos sem muitas preocupações financeiras.


Mas e o povo que diz?


E o que faremos quando o povo deixar de ter acesso a cuidados de saúde básicos?

O que fará a maioria da população que faz parte do povo com rendimentos inferiores a 600€

E o que faremos quando o povo deixar de ter produtos dados como essenciais no cabaz de produtos básicos? Passando a 23% de IVA!

O que fará a maioria da população que faz parte do povo com rendimentos inferiores a 600€

O que fará a maioria da população que deixe de poder comprar pão à taxa base de IVA?

O que fará a maioria da população que faz parte do povo com rendimentos inferiores a 600€


Em resume, estaremos medicar o paciente de tal forma que a sua morte poderá ser uma consequência muito previsível?


Talvez….



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