1/09/2011


Sabia que o maior receio de Salazar era o que está a suceder?


O nosso país está a passar por grandes dificuldades económicas e sociais neste novo século, no entanto muito poucos perceberam o que levou a um homem lá atrás estar no poder entre 1932-1968, vivendo no entanto na austeridade pessoal e dando uma imagem de sacrifício por Portugal, que apenas hoje á distância de mais de 40 anos é possível ser entendida. Um das suas frases primordiais da demonstração da sua maior preocupação sobre o futuro de Portugal era a que se referia á sua convicção de que se Portugal seguisse outro caminho, o caminho da descolonização e da democracia parlamentar estaria condenado à extinção, pois a ganância dos políticos pelo poder levaria a um desequilíbrio organizacional sobre o caminho a seguir.
Temos que recordar que Portugal entrou na democracia quase com a entrada do FMI em Portugal, numa altura em que a politica entrou com um grande numero de personagens que na sua ambição e na qual o país apesar de não estar preparado para uma saída organizada das colónia, fê-lo na responsabilidade maior do Dr. Mário Soares, que originou anos e anos de guerra nesses países. Mas temos ainda que recordar que foi nessa altura em que Portugal teve a sua maior oportunidade de caminhar para um futuro sustentável, que acabou por não ser aproveitado, utilizando-se apenas para criar uma divida publica com o tamanho de um buraco sem fundo.
Hoje recordo que o investimento publico da década 80 e 90 teria tido um efeito futurista e com um evolução sustentável se ao longo dos anos as auto-estradas, o incremento dos direitos sociais, o aumento das transacções comerciais com o exterior a modernização do nosso sector produtivo entre outros processos de modernização do país não tivesse sido acompanhado com a diferenciação dos direitos dos trabalhadores do sector privado e do sector publico. Neste caso e independentemente da produtividade no sector publico, os direitos adquiridos foram sendo um incremento com pouca justificação se não aquela em que o legislador era ele próprio o beneficiador dos direitos que se aprovavam. Neste período de duas décadas, a função pública mais do que triplicou os seus funcionários, incremento este sentido no sector autárquico, no sector da administração interna e saúde. Foi este crescimento desajustado do nº de trabalhadores a trabalhar para o estado, e do incremento dos direitos de todos eles, sem que se tivesse o cuidado de perceber qual a factura futura, e em que nível de necessidade e proporcional era necessário o país crescer para o incremento nos números em que se estava a aumentar o bicho público.
Uma vez errados, teremos que tomar ainda mais medidas importantes para ajustar de forma brusca o paciente nos seus níveis de colesterol pois caso contrário com o seu peso actual e com um princípio de enfarte, caso não se tomem medidas ajustadas o desfecho será a morte do paciente.
1. Reduzir ainda mais os salários dos funcionários públicos, tornando em alguns casos pouco aliciante trabalhar neste sector da economia, para que de forma voluntária a gordura do paciente se possa de forma saudável reduzir, com exercício físico, e com uma dieta que por si só significará a redução de peso (a redução teria que ser em todos os escalões tendo o ordenado mínimo como base de trabalho). Ainda neste ponto não seriam enquanto o ajustamento não se concretizar, aceites mais entradas para a função pública, passando qualquer excepção, á necessidade de aprovação por parte do parlamento.
2. Parar com as obras públicas definitivamente, tal situação permitirá na próxima década o não incremento de peso, sem que antes se reduza no que existe. Na prática gasta-se primeiro a gordura existente antes de começar novamente a ingerir mais alimentos.
3. Diferenciar as empresas nos sectores mais relevantes para o estado, no caso concreto, todas aquelas que tenham na sua produção o mercado exterior, onde essa quota atinja mais de 50% de exportações, deveremos dar-lhes incentivos fiscais com reduções da carga fiscal proporcional á quota de exportação, sendo no mínimo os 50% anteriormente referidos.
4. Por último, e de modo a podermos obrigar a um ajustamento da diferenciação das classes sociais, terminaria definitivamente com os benefícios fiscais e as respectivas deduções para as famílias, pelo que desta forma teríamos um acréscimo directo dos impostos no ano fiscal.
Obviamente o mais fácil seria durante as décadas poder interromper a democracia tal como a conhecemos e ajustar de forma definitiva e concreta, onde certamente todos teriam que trabalhar para rentabilizar os seus rendimentos. No entanto não sendo possível ficariam aqui algumas medidas que considero poderem levar-nos ao caminho certo.

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