12/10/2006


Como e porque falar do aborto.

Pelo que parece existe muita gente interessada na legalização do aborto em Portugal, tanto que num curto espaço de alguns anos dói referendos virão novamente gastar os euros dos muito contribuintes. Mas qual será a sua legalidade efectiva se ao analisar a situação eu puder responder que se o sim ganhar, eu quero um novo referendo para desempatar em menos de 6 anos. A legalidade e a verdadeira razão de defender tal situação é mais do que lógica.
Muito se tem falado ao longo deste últimos anos das razões que deverão levar os portugueses a dizer que sim á legalização do aborto, o tema tem sido por diversas vezes repescado pela esquerda portuguesa, sempre no intuito de se apontar ao dedo a quem no ultimo referendo defendeu o sim e votou por tal, aquilo que eu chamo de uma democracia à esquerda. Somos todos irmão e camaradas, mas se não votas no que eu te mandar viro-te as costas, a chamada politica à URSS, que como temos visto nos últimos meses mantêm o seu espírito de liberdade.
Mas o que me leva hoje a escrever sobre este assunto, é a necessidade de enquadrar esta actividade na área somente dos privados, isto é, quando pessoas estão a morrer, por doenças que a sociedade muitas vezes é a principal responsável devido á poluição ou mesmo a outras diversas situações e tem que esperar 2 ou 3 anos para ser operada ou 6 meses por uma consulta, não poderemos admitir que os abortos que tem urgência quanto ao tempo, venham empacotar isto ainda mais. Mas mais poderíamos dizer se referirmos que os custos não os vão suportar pessoas como eu, de modo algum, nem permito que o estado faça como o meu dinheiro, aquele que eu desconto mensalmente por horas e horas de trabalho, em abortos que poderiam ser evitados pela prevenção. Não podemos esquecer que quem anda á chuva molha-se, e no que a mim me toca, a lei já permite que o aborto seja feito, desde que existam problemas no feto ou risco para a mãe.
Mas no privado, ai o assunto já é diferente, concordo que o sector privado possa usar e abusar, mas não o público. Sou ainda da opinião que esses fetos deverão ser aproveitados para estudos científicos, ficando-se a mãe obrigada a disponibilizar de forma gratuita á ciência, de modo a que os avanços na área científica possam ser uma realidade. Imagino o que virão agora os que desejam o sim comentar sobre a brutalidade de usar esses fetos, será certamente não menos brutal do que obrigar os contribuintes gastarem mais do seu trabalho, não para a reforma, não para a saúde mas sim para abortos, muitas vezes de pessoas que nada dão á sociedade mais do que problemas, mas claro não sou a favor de afastarmos esses jovens do apoio que o governo e as instituições deverão dar, só que aquilo que o estado não conseguiu fazer, apoiando os jovens e as pessoas com problemas sociais, quer desta forma evitar que o problema se possa duplicar.
Por isso eu direi sim ao aborto, se ele for somente uma área que possa ser explorada pelos privados, e tendo este todo o direito de utilizar os fetos para a ciência. Serei do Não ser por ventura quiserem que eu pague por listas de espera maiores para que sejam feitos abortos, em caso de ninguém me explicar este assunto até ao referendo leva chapa não, como é óbvio.

Infocalipo

1 Comments:

At 12/12/06 15:19, Anonymous Anónimo said...

Um verdadeiro texto ridiculo de um capitalista ou mesmo fascista desinformado!!!
Sinceramente triste!!
Só uma pequena ajuda a tanta desinformação: a legalização do aborto contribui para eliminarmos a imagem que aqui é mostrada pois é só até à 10ª semana de gravidez e não como a imagem mostra que já é um feto de 6,7 ou mesmo 8 meses.
Um texto verdadeiramente ridículo!!

 

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